Por Rafaela Andrade

 

Este ano o Brasil sofreu com o maior vazamento de dados  da nossa história: 220 milhões de brasileiros expostos. Um número de pessoas  maior do que a população viva estimada no Brasil hoje, que é  de 212 milhões, segundo IBGE. Parece inacreditável mesmo.

Segundo os pesquisadores do Dfndr lab (laboratório especializado em segurança digital da empresa de segurança PSafe) que identificou ese vazamento, entre os dados irregulares estavam nomes completos, CPFs, de 104 milhões de veículos (marca, modelo, chassi, placa…), além de 40 milhões de empresas expostas com dados de razão social e número de CNPJ.

Uma das consequencias é que estas informações podem continuar circulando e sendo compartilhadas e vendidas por aí sem nenhum controle. Contas bancárias podem ser abertas, empréstimos, falsificação de documentos. Já pensou no prejuízo que isso pode gerar?

Essa galerinha hacker é profissa. Os dados destes milhões podem ter sido obtidos com uma combinação de técnicas que misturam inteligência artificial com phishing (quando mandam aqueles links falsos de empresas e marcas conhecidas, geralmente pelo WhatsApp). E aí a gente acaba caindo neste golpe e clicando. Alerta total!

A Polícia Federal depois do pedido da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) já abriu investigação mas nem a nova lei Geral de Proteção de Dados (LGPC) inibiu a iniciativa.

Fato é que informação vale ouro! Essa sede insaciável por dados é explicada pelo volume de dinheiro envolvido: é a base da indústria 4.0. Segundo o Fórum Econômico Mundial, essa transformação digital pode render até US$ 10 trilhões anuais na próxima década ou 5,3 vezes o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrado em 2017.

Porém é preciso controle, regras e claro, a ética tem que prevalecer em todos os ambitos. O WhatsApp fará isso. A partir de 15 de maio, quem estiver usando terá de compartilhar  obrigatoriamente os dados com Facebook.  O que, na realidade, já acontece, porém agora a plataforma deixou isso claro e insclisuve enfrentou crítica assirada com esse posicionamento. Mas, agora pelo menos está claro, tranparência nesse novo mundo digital é imprescidivel.

Mas o que nós, pobres mortais podemos fazer para proteger nossos dados? Vamos então algumas dicas básicas que podem amenizar os riscos cotidianos e evitar que nossas informações sejam usadas indiscriminadamente:

  • Sempre use senhas potentes, não inviabliza a invasão da conta, mas pode dificultar bastante.
  • Lembra da mensagem? ‘Configure atualizações automáticas de softwares”, pois é, mantenha sempre os programas atualizados.
  • Utilize uma VPN, a Rede Virtual Privada, do inglês Virtual Private Network, assim a comunicação com a rede de internet fica criptografada, evitando que dados da empresa ou do usuário fiquem visíveis.
  • Faça Backups e deixe aquelas informações masi sensíveis em um espaço seguro.
  • Passe o antivírus, parece redundante, essa mantra a gente já ouve há muito tempo, mas é supernecessário.
  • Atenção aos links. Fique atento, antes de clicar em links tenha certeza do que se trata e se vem de fonte segura.
  • Para empresas, realize auditorias sempre. Reveja os sistemas. Mantenha-se sempre atento. Se possível contrate empresas ou profissionais especializados em segurança.

 

Dica MasterBlaster!

O Banco Central tem uma ferramenta que permite saber quais contas e operações de empréstimo estão sob sua titularidade. É o Registrato. Basta se cadastrar e, em seguida, utilizar para consultas. Assim você pode confirmar se não tem nada ílicito no seu nome. Link: https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira/registrato

 

Rafaela Andrade  é mestre em Comunicação e diretora-executiva da Ágora Marketing Digital e Performance.