Por Rafaela Andrade

Vivenciamos a primeira pandemia da humanidade em uma era digital que, apesar de ainda não ter acabado, já transformou definitivamente muito hábitos e principalmente digitalizou definitivamente ambientes/pessoas que ainda se mantinham resistentes. No Brasil uma pesquisa da Dentsu AegisNetwork, aponta que 87% das pessoas pretendem fazer compra on-line nos próximos 12 meses.

De fato, agora, consumidores e público estão muito mais tempo conectados na web, papeando, pesquisando, comprando, interagindo através das dezenas de canais disponíveis.

Vários recursos, antes inimagináveis via digital, foram autorizados ou viabilizados como; consultas médicas on-line, autenticações de documentos digitais em cartórios, ou ainda o trabalho remoto agora instituído de fato no mercado de trabalho. Segundo Agência Brasil, em pesquisa, 29% das empresas entrevistadas pretende manter o home office para pelo menos 50% do quadro ou até todos os funcionários após pandemia.

Outro dado que reflete esta transformação digital foi o amento do consumo de internet em relação à televisão. Segundo Zenith/Stadista, já em 2019, o consumo diário de internet de 170 minutos superou o da TV em 167 minutos. Já imaginou com estão esses número com a pandemia?

Outra grande mudança sem volta é o pagamento via smarthphones que terá um aumento de mais 28% até 2024, segundo a Statista Digital Market Outlook. O distanciamento físico forçou a redução das transações com dinheiro e a praticidade dos pagamentos digitais trouxeram um caminho sem volta, agora reforçado com lançamento do PIX.

Vale lembrar que o WhatsApp está em 95% das linhas telefônicas que usamos e através dele comerciantes e lojistas além de se relacionar tem vendido imensamente para seus clientes. Isso salvou muitos negócios!

Em relação as mídias sociais no Brasil, já somos 100 milhões de pessoas conectadas, segundo a HootSuite e Statista (2020), com um aumento de 58% no uso diário. Só assim algumas empresas se mantiveram na ativa, vendendo e mantendo e gerando os empregos.

O resultado, segundo relatório da HootSuite, no Brasil, é de que 61% dos consumidores aumentaram seu volume de compras on-line (46% desses aumentaram mais de 50% de seu volume de compra em geral).

Acompanhar os avanços das tecnologias e da web é superimportante na gestão de marca de uma empresa e as estratégias de marketing devem contemplar esse posicionamento digital. Além de fortalecer a marca, mantendo-se presente na mente dos consumidores é importante encarar esses canais como canais de vendas, para alavancar e gerar demanda. Sem esquecer, é claro, a empatia e o relacionamento,  características principais da navegação nas redes sociais .

Neste cenário chegamos ao final de 2020 com tendências que devem se acentuar ainda mais em 2021, e é fundamental estar preparado para sua empresa/marca não ficar ultrapassada e obsoleta. Não estamos mais falando de opções, mas de sobrevivência. Como dizem por aí… “adapte-se ou morra”.

A pandemia vai passar, se Deus quiser, mas novos comportamentos vieram para ficar, então bora nos preparar para o futuro que já começou!

 

Rafaela Andrade  é mestre em Comunicação e diretora-executiva da Ágora Marketing Digital e Performance.