Por Raphael Oliveira

Imagine o cenário: Funcionários gritando e procurando onde está o documento, ferramentas guardadas todos os dias em um lugar diferente, mesas com amontoados de papéis espalhados e a cozinha com monte de copos usados de cafezinhos no meio de guardanapos.

Já se deparam com alguma empresa assim? Pois bem, o sentimento de desorganização está diretamente relacionado com a teoria das “Janelas Quebradas”. Já ouvir falar nela? Se não, vamos conhecê-la um pouco melhor e tentar evitar que ocorra em seu negócio, o que pode acarretar uma reação em cadeia de problemas, com muitos desperdícios de material, tempo e dinheiro.

Vamos viajar ao ano de 1969, na Universidade de Stanford (EUA).  Nesta instituição o professor Phillip Zimbardo fez uma experiência. Deixou dois veículos idênticos abandonados na rua. Um deles em uma zona pobre, cheia de conflitos em Nova York, o Bronx. O outro automóvel ficou em uma região rica e pacata na Califórnia, em Palo Alto.

Sabe o resultado? O primeiro foi vandalizado em poucas horas. Roubaram tudo o que era possível e quebraram o que não poderiam levar. Já o carro em Palo Alto ficou intacto. Até que, passada uma semana, foi quebrado o vidro da janela dele. Aí aconteceu a mesma situação do veículo do Bronx: roubo e o vandalismo.

A conclusão é de que os vidros quebrados passam a sensação de deterioração, desinteresse e despreocupação, como algo sem limites, regras, normas, leis. Como se anunciassem: “Aqui vale tudo”. Ou ainda, caso a clara noção de que se, a janela de um prédio seja quebrada e não se faça o conserto de forma imediata, logo todas as outras serão estilhaçadas também.

James Q. Wilson e George Kelling avançaram com as experiências e desenvolveram a Teoria das Janelas Quebradas e demonstraram que os delitos crescem em locais onde a desordem, descuido e o maltrato são maiores.

Essa mesma política ou teoria, na realidade um conceito simples, que muitas vezes não percebemos, pode e deve ser amplamente difundida nas organizações, a começar por um código de ética. Lembrando que as soluções dos problemas, estão nas pessoas, no engajamento da equipe para o sucesso da empresa.

No caso das empresas, caso perceba alguma “janela quebrada” é melhor tomar logo uma providência, caso contrário, elas tomarão proporções maiores até que não terá mais controle. E, caro empresário, nada de “empurrar com a barriga”, postergar ou deixar para resolver depois.

Empresário, reserve algum tempo, reflita e anote as suas “janelas quebradas” em sua empresa. Se pergunte: o que é preciso consertar? Depois de identificar, elabore um plano de ação, elenque pela ordem de importância as prioridades e vá consertando cada uma por vez.

Caso precisar de ajuda, busque o consultor de gestão, pois esse processo pode não ser tão fácil assim para ser adotado no cotidiano. Depois disso, vai perceber que as coisas voltarão aos seus lugares corretos, alçando a realização profissional de sua empresa.

Vamos falar mais a respeito? Então, chame-nos aqui. Podemos ajudar.

Raphael Oliveira é consultor de gestão, formado em Administração de Empresas e Sistemas de Informações pela UEM – Universidade Estadual de Maringá/PR. MBA em Gestão de Projetos; e Finanças pela FGV/SP. É diretor da Northcomm Consultoria em Gestão Estratégica e membro do Conselho Gestor Voluntário do SindiplastES – Sindicato das Indústrias Plásticas do Espírito Santo.